Quem é
Anderson Clayton?

Clayton (como prefere ser chamado) estudou Ciências da Computação na USP e formou-se em Análise de Sistemas de Informação no IBTA-SP. Em seguida cursou o MBA em Gestão Estratégica da Tecnologia da Informação. Atualmente está dedicando-se à certificação de Project Manager Professional (PMP-PMI). Atuou durante 5 anos na área de sistemas de CRM (Customer Relationship Management) e no momento está ligado a projetos relacionados ao mercado financeiro (Asset Management). A partir de 2001 adotou como antídoto para o stress cotidiano o mergulho autônomo e, apenas por hobby, formou-se instrutor de mergulho recreacional em 2004. Sua modalidade de mergulho preferida é o mergulho em cavernas, sendo certificado como Cave Diver pela NSS-CDS, Full Cave diver pela NACD e Technical Cave Diver pela IANTD.
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Reformar é MAIS QUE preciso

Durante o período em que cursei a disciplina Empreendedorismo no MBA em Gestão Estratégica da TI, tive a oportunidade de escrever sobre que atitudes seriam necessárias para fazer o Brasil crescer com maior vigor.  Na série de posts “Reformar é MAIS QUE preciso” compartilho, com vocês leitores, alguns trechos devidamente adaptados do texto que escrevi (em abril/2007) sobre o assunto, nos quais abordo a necessidade urgente de reformas. Os textos são de minha própria autoria, salvo em casos de citações, nas quais as fontes são devidamente mencionadas (como essa logo abaixo, com a qual, diga-se de passagem, concordo plenamente).

A única coisa que pode prejudicar o país é se os governantes e os próprios brasileiros fizerem coisas estúpidas.
(Paul Kennedy apud NAIDITCH, 2006) [1].


Eis a introdução ao assunto:

O Brasil de hoje é o resultado de décadas de governos que se preocuparam apenas com seus mandatos, sem ter um plano estratégico de longo prazo para a nação como um todo. Infelizmente muitas das mazelas que nos trouxeram à atual condição ainda estão profundamente arraigadas em nosso país. Para que possamos alcançar taxas significativas de crescimento sustentável precisamos encarar alguns temas que outrora foram considerados imutáveis e que hoje ainda causam muita discussão. Somente com reformas concretas, poderemos competir em igualdade com os outros países emergentes. É fato que o Brasil avançou muito em termos de solidez e confiança de sua economia nas duas últimas décadas, porém o próximo passo exige vontade política e sacrifício para garantir que saiamos da condição de eterno país do futuro. 

O poder Executivo encontra-se atualmente de mãos atadas no que compete à sua capacidade de investimento pois o orçamento da União é muito engessado e a maior parte das receitas é destinada ao funcionamento da máquina pública e pagamento de juros das dívidas. Para romper este modelo e possibilitar condições efetivas de crescimento nos próximos anos, o país precisa urgentemente implementar reformas em muitos setores. Dentre as reformas mais necessárias à nação, destacam-se: a reforma política, a tributária, a trabalhista, a reforma da educação e a reforma do judiciário.”



[1] O texto foi extraído da entrevista que o professor Paul Kennedy concedeu à jornalista Suzana Naiditch da revista Exame. O historiador Paul Kennedy é professor da Universidade de Yale e autor do livro Ascenção e Queda das Grandes Potências.

REFERÊNCIAS:

NAIDITCH, Suzana. Sete perguntas para Paul Kennedy: O Brasil está no melhor dos mundos: de acordo com o escritor e historiador inglês, o desenvolvimento do país só será comprometido se os governantes fizerem coisas estúpidas. Revista EXAME, São Paulo, edição 889, ano 41, nº 5, p. 190, mar. 2006.

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