Quem é
Anderson Clayton?

Clayton (como prefere ser chamado) estudou Ciências da Computação na USP e formou-se em Análise de Sistemas de Informação no IBTA-SP. Em seguida cursou o MBA em Gestão Estratégica da Tecnologia da Informação. Atualmente está dedicando-se à certificação de Project Manager Professional (PMP-PMI). Atuou durante 5 anos na área de sistemas de CRM (Customer Relationship Management) e no momento está ligado a projetos relacionados ao mercado financeiro (Asset Management). A partir de 2001 adotou como antídoto para o stress cotidiano o mergulho autônomo e, apenas por hobby, formou-se instrutor de mergulho recreacional em 2004. Sua modalidade de mergulho preferida é o mergulho em cavernas, sendo certificado como Cave Diver pela NSS-CDS, Full Cave diver pela NACD e Technical Cave Diver pela IANTD.
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O que é Grau de Investimento?

Apresento neste post o conceito de grau de investimento. Esse texto é uma adaptação do original escrito por mim e publicado em um trabalho sobre empreendedorismo que apresentei em meu MBA em abril/2007. Essa adaptação foi necessária pois o texto havia sido escrito antes do Brasil receber o grau de investimento, portanto necessitava de uma atualização antes de ser publicado.

Para entender o conceito de “grau de investimento” é necessário entender primeiramente o conceito de ratings. Ratings são classificações atribuí­das às empresas ou paí­ses pelas agências de classificação de riscos. O mecanismo de ratings serve para classificar a opinião de uma agência sobre a capacidade da empresa ou paí­s de honrar seus compromissos financeiros.

As agências de classificação de risco possuem um papel fundamental no mercado pois são consideradas opiniões isentas e de grande credibilidade. Cabe a essas agências analisar os países e empresas e classificá-los quanto ao grau de risco que os mesmos representam para seus investidores. Dessa forma, o investidor possui um mecanismo confiável para auxiliá-lo em sua análise de risco. As principais agências classificadoras de risco, em nível global, são:

  • Standard & Poor´s
  • Moody´s;
  • Fitch Ratings 

Para estabelecer os ratings as agências levam em consideração todos os fatores que possam afetar a a empresa ou paí­s, e consequentemente sua capacidade de honrar suas dívidas. No caso de empresas, são avaliados por exemplo o nível de endividamento, a liquidez, participação de mercado, capacidade administrativa, regulamentação de mercado, etc. No caso de paí­ses, esse rating considera também a condução da polí­tica fiscal e monetária, o endividamento interno e externo, a vulnerabilidade com
relação ao mercado internacional, e ainda o ambiente legal e regulamentar no paí­s.

Os investidores utilizam o mecanismo de ratings para precificar o risco de crédito de um investimento, já os emissores (empresas ou paí­ses) o utilizam para facilitar o acesso às fontes de capital (por exemplo financiamentos ou emissões de tí­tulos e ações).

O “grau de investimento” nada mais é do que um tí­tulo concedido às empresas e paí­ses que atingiram ratings que os classificam como sendo de baixo risco de crédito. Veja na imagem abaixo os diferentes ratings que são considerados “grau de investimento” pelas 3 principais agências classificadoras de risco:

Ratings de Grau de Investimento

Além do chamado “grau de investimento”, existe também o “grau especulativo”, que é quando o emissor ( empresa ou país) possui rating baixo. Podemos dizer de forma bastante simplista que ao investir nesses emissores, o investidor está correndo mais risco de perder total ou parcialmente seu dinheiro. E é justamente por isso que muitos fundos de pensão são proibidos de investirem em paí­ses ou empresas que não são considerados “grau de investimento”.

As imagens a seguir mostram diferentes ratings considerados como “grau especulativo”:

 

 

Dos países do BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China), o Brasil foi o último a receber o título de grau de investimento, sendo que até o momento (julho/08) apenas as agências Standard & Poor´s e Fitch concederam tal classificação ao Brasil.

Eduardo Fortuna define bem a relação existente entre “grau de investimento” e “risco país”, e a importância de um país ser classificado como “grau de investimento”: 

A importância de ser classificado como grau de investimento é muito grande, já que muitos fundos de
pensão no mundo não podem investir em títulos que não sejam de emissores que tenham grau de investimento. Assim, os potenciais compradores de títulos emitidos por países que ainda não atingiram o grau de investimento são em muito menor número do que aqueles que podem adquirir papéis que são grau de investimento. Dessa maneira, países que atingiram grau de investimento apresentam, em geral, um risco-país baixo, não só porque são países considerados mais seguros, como também porque há um número maior de pessoas que se dispõem a ser seus credores.
(FORTUNA, 2005)

 

 REFERÊNCIAS: 

COMO INVESTIR. Como o fundo administra o risco de crédito?. Disponível em <http://www.comoinvestir.com.br/anbid/CalandraRedirect/?temp=5&proj=anbid&pub=T&comp=Fundos&docid=F045B36D1F3C571D832570FA0063137C>. Acesso em
abr. 2007.

FITCH. Ratings Internacionais de Crédito de Longo Prazo. Site Fitch Ratings: 2007. Disponível em <http://www.fitchratings.com.br/About/rtg_intl_long.asp>. Acesso em abr. 2007.

FITCH. Ratings Soberanos. Site Fitch Ratings: 2007. Disponível em <http://www.fitchratings.com.br/Sovereign/issuers_list.asp>. Acesso em abr. 2007.

FORTUNA, Eduardo. Mercado Financeiro: produtos e serviços. Rio de Janeiro: Qualitymark, 2005.

MOODY´S. Sistema de Rating da Moody’s. Site Moodys.com.br. Disponível em
<http://www.moodys.com.br/brasil/pdf/Rating%20System%20in%20Brief_Portuguese.pdf>. Acesso em abr. 2007.

STANDARD AND POOR´S Escala Global Standard & Poor’s. Site Standard & Poor´s: 2002. Disponível em <http://www2.standardandpoors.com/portal/site/sp/ps/la/page.article/2,1,1,4,1053135610677.html>. Acesso em abr. 2007.

 

 

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